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domingo, 26 de novembro de 2017
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
BULLYING E CYBERBULLYING
Caros(as) Leitores(as),
Grande honra em receber o convite do Jornal Bom Dia Tocantins, afiliada da TV Globo para divulgar as informações sobre o Bullying e Cyberbullying no dia 23/10, em Palmas/TO.
Vejam a íntegra da matéria no link abaixo:
Bom dia Tocantins - Hoje: http://g1.globo.com/to/ tocantins/bom-dia-tocantins/ videos/t/edicoes/v/apos- mortes-em-escola-de-goiania- advogada-fala-sobre-as- caracteristicas-do-bullying/ 6236971/
Grande honra em receber o convite do Jornal Bom Dia Tocantins, afiliada da TV Globo para divulgar as informações sobre o Bullying e Cyberbullying no dia 23/10, em Palmas/TO.
Vejam a íntegra da matéria no link abaixo:
Bom dia Tocantins - Hoje: http://g1.globo.com/to/
sábado, 21 de outubro de 2017
BULLYING NA ESCOLA E A TRAGÉDIA EM GOIÂNIA

Caros leitores e leitoras,
A notícia da violência na escola é pauta de matérias jornalísticas hoje no Brasil ao se noticiar a morte de dois estudantes na manhã do dia 20/10, em uma escola particular em Goiânia (O POPULAR, 2017).
A tragédia resultou em duas mortes e vários feridos(as) por disparos de arma de fogo por um estudante da escola que usou uma pistola, segundo relatou o Delegado responsável pelo caso, Luiz Gonzaga.
Ao que os fatos indicam, o estudante, menor de idade, sofria de bullying na escola, uma situação que passa desapercebida pelos gestores, professores e pais das vítimas. De acordo com o Delegado, "Ele disse que vinha sofrendo bullying, ou nas palavras dele, que um
colega estava amolando ele. Inspirado em outros casos, segundo ele como
os de Columbine e o de Realengo, ele decidiu cometer esse crime. Ele
ficou dois meses planejando a ação", disse o delegado Luiz Gonzaga
Júnior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais
(Depai).
O bullying, previsto na Lei n. 13.185/2015, em vigor desde fevereiro de 2016, caracteriza-se pela intimidação sistemática de violência física ou psicológica em atos intimidativos, de humilhação ou discriminação, de ataques físicos, nos insultos pessoais, apelidos, ameaças, expressões/manifestações de preconceito, isolamento e pilhérias.
O art. 3o. da lei que instituiu o Programa de combate a intimidação sistemática do Bullying, classifica o fenômeno em oito modalidades: verbal, moral, sexual, social, psicológico, físico, material, virtual. Ou seja, o Bullying pode ser praticado em diversas configurações, presencial e virtual. O virtual, denominado de Cyberbullying possui uma danosidade mais expressiva porque mesmo que agressor e vítima dialoguem e se desculpem pelo fato ocorrido, as mensagens de texto, de vídeo são difíceis de serem controladas ao serem postadas e/ou publicadas em redes sociais. Sendo assim, os efeitos do Cyberbullying são devastadores porque a vítima pode ser reconhecida mesmo se mudar de ambiente como a cidade onde mora ou a escola que estuda. Ou seja, irá carregar por muito tempo a pecha de que era mal vista em seu meio por ser negra, obesa, ter dificuldades na fala, ser portador de necessidade especial, entre outros, Em suma, a vítima não é aceita no grupo social que frequenta por se apresentar diferentemente dos demais.
O caso de Goiânia serve de alerta que o Bullying não é brincadeira, e deve ser uma preocupação da família e da escola. Medidas de prevenção com programas capazes de interagir as crianças e adolescentes como palestras, oficinas, projetos específicos como monitores e grupos de apoio dentro das salas de aula são sugestões que podem amenizar o risco que situações similares ocorrerem e o agressor ser tratado como infrator e encaminhado ao sistema de justiça criminal.
Por outro lado, políticas públicas bem executadas podem evitar que os danos irreversíveis de mortes e traumas físicos e emocionais sejam o resultado de uma atitude do sofrimento do agressor que implica sofrimento a todos os envolvidos.
Imagem disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=VIOLENCIA+NA+ESCOLA&dcr=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjF1saOxILXAhWFi5AKHaRTB-sQ_AUICigB&biw=1280&bih=622#imgrc=WB8WWdZfeUTgXM:>. Acesso em: 21 out. 2017.sa=X&
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
ADOÇÃO DA TEORIA DO TEMPO ÚTIL EM PROCEDIMENTOS MÉDICOS
A teoria do tempo útil é uma nova modalidade de reparação de danos ao consumidor quando é submetido horas a fio, sem êxito, na resolução de cancelamentos de linhas telefônicas, demandas oriundas da má prestação de serviços de empresas aéreas como extravio de bagagem, serviços das prestadoras de Internet, entre outros.
Os tribunais têm julgado procedentes, os pedidos de reparação baseados no gasto do tempo útil do cidadão, em que desvia um bem precioso da vida: o tempo.
O argumento é justificado pelos magistrados na perda de tempo que o consumidor poderia aproveitar em outras atividades da vida. É o que se lê no julgado abaixo:
Documento assinado eletronicamente por MARIANA RODRIGUES MORAIS , Matricula 2016009. Para confirmar a validade deste documento, acesse: https://eproc2.tjto.jus.br/eprocV2_prod_2grau/externo_controlador.php? acao=valida_documento_consultar e digite o Codigo Verificador 3259c1fe7c3 SÚMULA DE JULGAMENTO: RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM MANTIDO RECURSOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS. SENTENÇA MANTIDA. 1. Trata-se de recursos contra a sentença que condenou o recorrente BANCO ITAÚ CONSIGNADO S.A. a pagar o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) a título de danos morais ao consumidor ALMIR SARAIVA DO NASCIMENTO. 2. No caso em tela, o BANCO ITAÚ CONSIGNADO S.A. não se cercou dos devidos cuidados no manuseio do seu sistema de cobrança, impondo ao requerente, em virtude do atraso na disponibilização de meio alternativo para quitação (boleto), a cobrança de encargo que não lhe era imputável. 3. A fim de mudar as circunstâncias, a parte autora perdeu tempo útil na busca do seu direito, viu-se obrigada a proceder a idas e vindas ao PROCON para obter cópia do contrato e reclamar acerca da demora na cobrança via boleto, situações passíveis de solução pelo requerido por meio de mero comando sistêmico. 4. Em casos semelhantes a este, tem-se adotado a teoria da indenização pelo tempo perdido, ou seja, a ocorrência de sucessivo e contumaz mau atendimento ao consumidor, gerando a perda de tempo útil, conforme narrado no presente caso. Tudo isso, ultrapassa os meros dissabores e/ou aborrecimentos porquanto o consumidor fica sem alternativa, em face das condutas abusivas do fornecedor do produto/serviço, restando, pois, configurado o dano. Na valoração da compensação moral deve-se observar o princípio da razoabilidade, a gravidade e a repercussão dos fatos, a intensidade e os efeitos da lesão. A sanção, por sua vez, deve observar a finalidade didático-pedagógica, a fim de evitar valor excessivo ou ínfimo, e objetivar sempre o desestímulo à conduta lesiva. Assim, entendo que o montante fixado se mostra adequado e justo diante da situação ocorrida cumprindo seu caráter punitivo, sem acarretar enriquecimento indevido. 5. Recursos conhecidos e não providos. Sentença mantida pelos próprios fundamentos. 6. Custas processuais e honorários advocatícios pelo recorrente vencido, fixados em R$ 1.000,00 (mil reais) em atenção ao artigo 85, § 8º do CPC. Vencido o relator neste ponto que votou no sentido de que os honorários de sucumbência fossem fixados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, conforme preconiza o art. 55 da Lei nº 9.099/95. 7. Unânime. Acompanharam o relator os Juízes Pedro Nelson de Miranda Coutinho e Marco Antônio Silva Castro - Membros. 8. Súmula do Julgamento que serve como acórdão. Inteligência do art. 46, segunda parte, da Lei 9.099/95. (RI 0002994-29.2017.827.9200, Rel. Juiz GILSON COELHO VALADARES, 2ª Turma Recursal, julgado em 10/08/2017). Processo: 00029942920178279200.
Nessa linha, vários autores explicam que "usamos todos os dias de novas artimanhas para economizar tempo recorrendo a telefones e aviões, para enriquecer o tempo escutando o rádio enquanto andamos de carro. Para programar o tempo, recorrendo a agendas sofisticadas e a cursos de administração do tempo, ou para armazenar o tempo com secretárias eletrônicas e video-gravadores. Neste ponto é o nosso cérebro que corre o risco de entrar em parafuso (DOMENICO DE MASI, 2000, p. 125)".
Temos que saber conduzir o senhor de tudo, que não dá chance para uma segunda vez de refazer as coisas, de voltar no tempo. Perfilhando na inspiradora sentença, prolatada pelo juiz Fernando Antonio de Lima, processo n.
Documento assinado eletronicamente por MARIANA RODRIGUES MORAIS , Matricula 2016009. Para confirmar a validade deste documento, acesse: https://eproc2.tjto.jus.br/eprocV2_prod_2grau/externo_controlador.php? acao=valida_documento_consultar e digite o Codigo Verificador 3259c1fe7c3 SÚMULA DE JULGAMENTO: RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM MANTIDO RECURSOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS. SENTENÇA MANTIDA. 1. Trata-se de recursos contra a sentença que condenou o recorrente BANCO ITAÚ CONSIGNADO S.A. a pagar o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) a título de danos morais ao consumidor ALMIR SARAIVA DO NASCIMENTO. 2. No caso em tela, o BANCO ITAÚ CONSIGNADO S.A. não se cercou dos devidos cuidados no manuseio do seu sistema de cobrança, impondo ao requerente, em virtude do atraso na disponibilização de meio alternativo para quitação (boleto), a cobrança de encargo que não lhe era imputável. 3. A fim de mudar as circunstâncias, a parte autora perdeu tempo útil na busca do seu direito, viu-se obrigada a proceder a idas e vindas ao PROCON para obter cópia do contrato e reclamar acerca da demora na cobrança via boleto, situações passíveis de solução pelo requerido por meio de mero comando sistêmico. 4. Em casos semelhantes a este, tem-se adotado a teoria da indenização pelo tempo perdido, ou seja, a ocorrência de sucessivo e contumaz mau atendimento ao consumidor, gerando a perda de tempo útil, conforme narrado no presente caso. Tudo isso, ultrapassa os meros dissabores e/ou aborrecimentos porquanto o consumidor fica sem alternativa, em face das condutas abusivas do fornecedor do produto/serviço, restando, pois, configurado o dano. Na valoração da compensação moral deve-se observar o princípio da razoabilidade, a gravidade e a repercussão dos fatos, a intensidade e os efeitos da lesão. A sanção, por sua vez, deve observar a finalidade didático-pedagógica, a fim de evitar valor excessivo ou ínfimo, e objetivar sempre o desestímulo à conduta lesiva. Assim, entendo que o montante fixado se mostra adequado e justo diante da situação ocorrida cumprindo seu caráter punitivo, sem acarretar enriquecimento indevido. 5. Recursos conhecidos e não providos. Sentença mantida pelos próprios fundamentos. 6. Custas processuais e honorários advocatícios pelo recorrente vencido, fixados em R$ 1.000,00 (mil reais) em atenção ao artigo 85, § 8º do CPC. Vencido o relator neste ponto que votou no sentido de que os honorários de sucumbência fossem fixados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, conforme preconiza o art. 55 da Lei nº 9.099/95. 7. Unânime. Acompanharam o relator os Juízes Pedro Nelson de Miranda Coutinho e Marco Antônio Silva Castro - Membros. 8. Súmula do Julgamento que serve como acórdão. Inteligência do art. 46, segunda parte, da Lei 9.099/95. (RI 0002994-29.2017.827.9200, Rel. Juiz GILSON COELHO VALADARES, 2ª Turma Recursal, julgado em 10/08/2017). Processo: 00029942920178279200.
Nessa linha, vários autores explicam que "usamos todos os dias de novas artimanhas para economizar tempo recorrendo a telefones e aviões, para enriquecer o tempo escutando o rádio enquanto andamos de carro. Para programar o tempo, recorrendo a agendas sofisticadas e a cursos de administração do tempo, ou para armazenar o tempo com secretárias eletrônicas e video-gravadores. Neste ponto é o nosso cérebro que corre o risco de entrar em parafuso (DOMENICO DE MASI, 2000, p. 125)".
Temos que saber conduzir o senhor de tudo, que não dá chance para uma segunda vez de refazer as coisas, de voltar no tempo. Perfilhando na inspiradora sentença, prolatada pelo juiz Fernando Antonio de Lima, processo n.
0005804-43.2014.8.26.0297, oriunda do Juizado Especial Cível da Comarca de Jales em São Paulo, verbis:
[...] o tempo
útil ou produtivo
deveria compor o rol
dos direitos tutelados pela Constituição, ao lado da vida, saúde, liberdade, igualdade, privacidade, honra, imagem
o que não ocorre expressamente na CF/88. O mercado de consumo é abastecido com inúmeros produtos e serviços defeituosos (em sentido amplo). O consumidor não é atendido em suas necessidades, o
bem-estar do vulnerável não é alcançado. Para resolver esses problemas de consumo, o consumidor despoja
do seu tempo produtivo ou útil, desviando suas competências (trabalho, estudo, descanso, lazer, convivência familiar). [..] O desperdício de tempo produtivo do consumidor
assim como o
genérico direito fundamental do consumidor (CF, art. 5o, inciso XXXII)
traduz verdadeiro
direito fundamental social, porque voltado ao grupo vulnerável na relação de consumo, direito de solidariedade social (LIMA, 2014).
É nessa relação consumerista que faço uma análise na relação entre pacientes/clientes e os profissionais da saúde, muitas vezes, despreocupados com o tempo daquele que precisa ser atendido no horário previamente marcado, para um procedimento da área da saúde como: consultas, exames, cirurgias.
São inúmeros os relatos entre os quais já presenciei ou também fui vitimada, ao ter agendado uma consulta e ser obrigada a aguardar por mais de uma hora na antessala do consultório médico. Essa conduta desidiosa e repugnante, nem é motivo, por parte dos médicos de um simples pedido de desculpas ou mesmo de explicação da demora no atendimento ao paciente. Ao contrário, quando questionados, mostram-se irritados com o tempo deles em desviarem o tempo da consulta para justificar os atrasos.
São inúmeros os relatos entre os quais já presenciei ou também fui vitimada, ao ter agendado uma consulta e ser obrigada a aguardar por mais de uma hora na antessala do consultório médico. Essa conduta desidiosa e repugnante, nem é motivo, por parte dos médicos de um simples pedido de desculpas ou mesmo de explicação da demora no atendimento ao paciente. Ao contrário, quando questionados, mostram-se irritados com o tempo deles em desviarem o tempo da consulta para justificar os atrasos.
Essa política do desrespeito ao paciente se estende às secretárias por não serem preparadas e/ou orientadas a administrar a recepção do consultório e o tempo que os pacientes ficam aguardando, sem justificativa, além de seu horário, a chamada ao consultório. Daí, a importância do consumidor começar a se perguntar se já não é hora (ou, tempo) de levar casos similares em da perda do tempo útil na espera injustificada de procedimentos médicos, aos Conselhos Regionais de Medicina invocando o Código de Ética e, nos casos mais graves, requerer o pleito do dano moral pela perda do tempo útil.
Somente com ações afirmativas teremos profissionais que respeitem o tempo do paciente, ora cliente, consumidor da prestação dos serviços da saúde com qualidade.
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
MENINAS E ADOLESCENTES VIOLENTADAS SEXUALMENTE PELOS PAIS E PADRASTOS
Fonte da imagem:
imagem:
A notícia publicada no site do G1
datada do dia 21/09/2017, desnorteia qualquer ser humano da crueldade sofrida e relatada
pela adolescente de 12 anos, ao responder a sua mãe, sobre sua virgindade: "foi seu marido" .
imagem:
Fonte da imagem:\https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQu9E9y1Y6FVh_0WmEeKY56fzZquW3ire5Hl3_R9aTC1KxCCdGe
Diante de fatos graves como este, é
inconcebível que apesar de termos uma legislação avançada quanto a punição de
crimes dessa natureza, os noticiários não conseguem informar o número real
de casos similares que ocorrem todos os dias no interior dos lares brasileiros.
A redação do art. 213 do Código
Penal (CP), especifica:
"Art. 213.
Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal
ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10
(dez) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 1o Se da
conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18
(dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12
(doze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 2o Se da
conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30
(trinta) anos (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Atentado violento ao pudor (Revogado pela Lei nº 12.015,
de 2009)" (BRASIL, 1940).
Ou seja, são penas altas equivalentes àquelas previstas para os crimes de
homicídio doloso e outros que tutelam bens jurídicos diversos, como a vida e o
patrimônio. A dicção do art. 217-A, do estupro de vulnerável do CP, prevê para
atos que tenham conjunção carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos, pena
mínima de reclusão de 8 (oito) e máxima de 15 (quinze) anos. São hipóteses
contempladas em violência definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), verbis:
“O uso intencional da força física ou do poder, real ou
em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma
comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão,
morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação (OMS, 2002,
p. 27)”.
Retomando à fala da adolescente,
percebe-se uma privação de sua liberdade de ser criança e adolescente, por ter sido violentada sexualmente pelo marido de sua mãe. Aqui me cabe uma análise vitimológica, na
submissão aos caprichos sexuais e poder de um ente familiar masculino. Pior:
que se assoberba da fraqueza de uma adolescente que se verga ao poder da força desse macho, para não sofrer
represálias uma vez que situações desse porte, geralmente o homem pratica o estupro mediante ameaças contundentes à vítima que se sente vulnerável em ter que conviver diariamente com seu agressor.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
RELATOS DE UMA DOUTORANDA: A IMERSÃO NA PESQUISA
Fonte: https://maringapost.com.br/ahduvido/wp-content/uploads/sites/4/doutor-doutorado.jpg
Melhor dizer: Doutor é quem concluiu o doutorado. Diante dessa assertiva, resolvi relatar aos leitores e leitoras a rotina do meu doutoramento em Educação vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade Católica de Brasília (UCB).
Iniciei me inscrevendo na seleção do doutorado em 2015, tendo sido aprovada no final daquele ano. O edital previa a aplicação das provas de línguas (duas), análise curricular, entrevista e a submissão do Projeto de Pesquisa, além da juntada no ato da inscrição: dos documentos pessoais, cópia da dissertação do mestrado e certificados diversos.
Em 2016, ao cursar as disciplinas foram leituras intensas, debates ricos em sala de aula na companhia de vários colegas discentes e excelentes professores, que já sinto saudades.
O estudante do doutorado, deve ser responsável em cumprir horários, participar de seminários como comunicador oral, escrever e publicar artigos e tempo para ler e pesquisar.
O tempo passa muito mais rápido para o doutorando. São prazos para cumprir em leituras, inscrições em eventos, contatos com outros pesquisadores, consultas do referencial teórico, compra de livros, entre outras obrigações (ainda estou nessa fase).
Se a investigação envolver seres humanos é recomendável que a pesquisa seja aprovada pelo Comitê de Ética da Plataforma Brasil para evitar dúvidas de que o trabalho é idôneo, justificar a entrada em campo e ter chances de obter publicações em periódicos de qualidade.
Após eu ter finalizado as disciplinas, iniciei o trabalho que os colegas tinham me alertado: a solidão da pesquisa. Interessante essa questão. Porque é uma solidão exaustiva porém, gratificante. A conversa do doutorando nessa etapa fica restrita ao orientador e as leituras com os autores.
Entretanto, nem tudo são dificuldades. Com os objetivos traçados na pesquisa, todos os dias tem trabalho a ser desenvolvido. Porque se espera ao final, é uma tese bem escrita, lastreada em um referencial teórico robusto e o ineditismo da temática em trazer sugestões de boas respostas aos problemas levantados no Projeto.
Constato, que é no doutorado que o estudante aprende a pesquisar, consultar, perguntar, descobrir......Para tanto, recomendo o Programa do Doutorado em Educação da UCB a quem tiver interesse em cursar o doutorado. Não é propaganda, ao contrário, é o relato de que estudar vale a pena e não existe idade para fazê-lo.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
NOVOS MEDICAMENTOS NA LISTA DO SUS
É a Comissão Nacional de Incorporação de
Tecnologias no SUS (Conitec), a entidade responsável em
atualizar o Relação Nacional dos Medicamentos Essenciais (Rename), nos termos do Decreto
n. 7.646, de 21 de dezembro de 2011.
Este mês a lista de medicamentos foi atualizada favorecendo os pacientes, portadores do cartão do SUS que poderão buscá-los assim que estiverem disponíveis, nos postos da rede pública de saúde. Ou seja, em breve, quem precisar de algum remédio específico para enfermidades que demandam um tratamento de alto custo, dispendioso e longo, é recomendável que verifique se consta na lista do SUS. Como a atualização é recente, melhor imprimir o texto e carregá-lo para a consulta para um diálogo com o médico responsável pelo paciente o que implicará na escolha da melhor opção de tratamento.
Confira a lista completa no link abaixo: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_rename_2017.pdf
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